Vocacional – Uma aventura humana

Eu não tinha ideia do papel afetivo do professor. Para mim era um trabalho intelectual puro. E nós trabalhávamos com os alunos em equipe. Muito respeito dos alunos para conosco, apesar de nós sentarmos ao lado deles; estudarmos com eles; jogar bola com eles nos intervalos. E nós éramos apaixonados pelo que fazíamos. E os alunos também.

Newton Balzan – Supervisor de Estudos Sociais

Eu costumo dizer, na verdade, que o vocacional fez uma revolução copernicana na educação, ou seja, o vocacional… ele tirou exatamente aquilo que estava centrado como um ato pedagógico no professor e trouxe, juntamente,  também para os alunos.

Ary Jacobucci – Filósofo

 

Idealizadora de um modelo progressista e pioneiro na educação pública brasileira, os Ginásios Vocacionais, instalados na década de 60 em São Paulo, Batatais e Americana, a Vocacional_doceducadora Maria Nilde Mascellani (1931-1999) procurava a formação multidisciplinar de alunos que fossem, também, sujeitos de sua história. Para isso, as escolas funcionavam sob uma filosofia que unia projetos interdisciplinares e viagens de estudo, promovendo uma intensa participação dos alunos, sempre estimulados a se expressarem sobre todas as questões. Brutalmente interrompida pela ditadura de 1964, que perseguiu e chegou a prender também a educadora que a criou, a experiência das escolas vocacionais é relembrada e reavaliada por seus antigos professores e alunos, entre eles, o próprio diretor do filme, Toni Venturi.

Assista ao documentário: http://www.dailymotion.com/video/x2glu1v_vocacional-uma-aventura-humana-01-02_school

 

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