Os desafios da Educação de Jovens e Adultos

No dia 19 de março de 2014, o programa Roda de Conversa debateu Os desafios da Educação de Jovens e Adultos. Participaram do debate Geraldo Leôncio Soares, professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais; Jane Paiva, professora da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Maria Clara di Pierro, professora da Universidade de São Paulo e especialista em Educação de Jovens e Adultos (EJA).  Durante o programa alguma questões foram levantadas. Entre elas, buscou-se pensar por quais motivos as pessoas que hoje procuram a Educação de  Jovens de Adultos não concluíram o ensino básico na idade regular. Dentro diversidade que caracteriza o público é possível destacar dois grupos  principais. O primeiro, formado por idosos que viveram numa época em que o acesso ao ensino básico era muito mais restrito, é composto por  analfabetos e por pessoas com muito baixa escolaridade. O segundo, é formado principalmente por pessoas que abandonaram a escola devido a  fatores  extraescolares, como a pobreza e o ingresso precoce no mercado de trabalho, e também por fatores escolares, ou seja, devido a uma trajetória  escolar  marcada pelo fracasso, com reprovações sucessivas, o que acaba desestimulando os alunos e levando-os, então, a abandonar a escola: [Parei de estudar] por causa de trabalho mesmo. Eu sempre gostei de ser independente, sempre gostei de ter as minhas coisas do meu jeito. Aí eu queria as minhas coisas, nós somos nove filhos e para a minha mãe dar para todo mundo não tinha condições. Ela criou a gente sozinha. Teve ajuda, assim, porque ela sempre foi uma mulher muito disposta, então ela não tinha vergonha de...

Coleção Viver, Aprender Atualizada

Atualizamos, recentemente, todos os livros da Coleção no Portal Viver, Aprender. Estão disponíveis para download a última versão do material em PDF. Caso desejem baixar os livros novamente, basta clicar no link abaixo:...

Formação na Rede Estadual da Bahia

Aconteceu, nos dias 27 e 28 de julho, em Salvador-BA, formação com os coordenadores das unidades pedagógicas do TOPA (Todos pela Alfabetização) que, atualmente, trabalham na preparação dos alfabetizadores do programa. Na ocasião, as educadoras e formadoras Jordana Thadei (Língua Portuguesa) e Sandra Regina Correa Amorim (Matemática) trabalharam – junto com o grupo – as melhores possibilidades para o uso da Coleção VIVER, APRENDER, sobretudo, para a utilização do volume 1, destinado à alfabetização de jovens e adultos. Considerando que o TOPA tem como desafios superar o analfabetismo na Bahia e diminuir as desigualdades sociais e culturais entre seus habitantes, a Coleção VIVER, APRENDER  vem como uma importante parceira nessa missão: pensada para dar autonomia aos educandos da EJA, seus eixos temáticos abordam os conteúdos escolares de modo contextualizado e articulado com algumas das áreas mais relevantes da atualidade, tais como identidade pessoal e cultural, sexualidade, meio ambiente, trabalho, consumo, participação política e direitos humanos. A atividade realizada com os coordenadores das unidades pedagógicas do TOPA e as formadoras Jordana Thadei e Sandra Regina Correa Amorim, na Bahia, é importante principalmente porque amplifica – e, depois, multiplica – as opções de trabalho com a Coleção VIVER, APRENDER na região.  Depois de receber orientação, os coordenadores do TOPA podem ajudar todos os alfabetizadores do programa na tarefa de articular os conteúdos escolares às experiências de vida e ao cotidiano dos estudantes da Educação de Jovens e Adultos, levando em consideração suas características e diversidades e provendo um aprendizado mais efetivo. Confira, a seguir, algumas fotos da formação:   E você? Já participou na sua rede – estadual, municipal ou federal...

Você não encontra um adulto com nível zero de alfabetização

Ao falarmos sobre alfabetização, é importante ter em vista quais os métodos usados tradicionalmente nas escolas brasileiras para que possamos nos conscientizar a respeito de como se dá esse processo ao longo da história. No que diz respeito mais especificamente ao ensino da língua escrita, é possível afirmar que os métodos dão enfoque diferentes a partir dos aspectos que pretendem dar maior atenção. Os métodos sintéticos partem de unidades menores da língua (fonema, letra, sílaba) para unidades maiores (palavras, frases, textos). Já os métodos analíticos fazem um caminho mais ou menos inverso: privilegiam, primeiro, o sentido e a memorização do texto para somente depois explorar as unidades menores da língua. No entanto, apesar das contribuições trazidas pelos métodos citados anteriormente, é bastante comum que na prática a ideia de que os alunos – mesmo não alfabetizados – formulam hipóteses sobre o modo como a escrita funciona seja descartada. No trecho do Programa de Formação de Professores Alfabetizadores (Profa), disponibilizado pela Nova Escola, é possível conferir o que dizem as especialistas a respeito de como jovens e adultos não alfabetizados pensam o sistema de escrita e ver também como se dá o processo de alfabetização a partir da experiência de um aluno.   Na Coleção Viver, Aprender, nós procuramos fazer uma abordagem que contemple diversos gêneros textuais e que privilegie questões relativas à apropriação do sistema de escrita. Com isso, nosso principal objetivo é dar atenção para as diferentes necessidades do aluno de EJA e levar em conta sua trajetória de vida e seus conhecimentos acumulados.        ...

Criolo: a certeza na quebrada é que você vai ser nada

No início deste ano de 2015, o rapper Criolo, junto a seu pai, concedeu entrevista à equipe de jornalismo do canal de informações sobre Segurança Pública, Justiça e Direitos Humanos (PONTE). O objetivo principal do canal é dar visibilidade a questões que costumam ser omitidas e levar informações que são geralmente silenciadas pela grande mídia. No vídeo, o cantor fala um pouco sobre sua trajetória de vida, tocando em temas, como racismo, preconceito e o dia a dia dos jovens que vivem na periferia. Para ver o vídeo, basta clicar no link: Criolo: a certeza na quebrada é que você vai ser nada...

Fórum Mundial de Educação na Coréia do Sul celebra a nova agenda internacional para educação

Por Ação Educativa¹ Entre os dias 19 e 22 de maio, em Incheon, na Coreia do Sul, aconteceu o Fórum Mundial de Educação (World Education Forum – WEF 2015), organizado pela UNESCO e que contou com a participação de mais de 130 Ministros de Educação e mais de 1.500 participantes, entre organizações de sociedade civil, agências bilaterais e multilaterais, professores, ativistas e experts. O objetivo do Fórum foi acordar a nova agenda da educação, que irá vigorar entre 2015 e 2030, com os novos objetivos que compõem o compromisso Educação para Todos, iniciado em 1990, na Conferência de Jomtien, e reiterado em 2000, no Fórum Mundial de Educação realizado em Dakar. Os cinco temas centrais desta terceira edição do Fórum foram: i) Direito à educação: assegurar educação equitativa e inclusiva de qualidade e aprendizagem ao longo da vida para todos até 2030. ii) Equidade na educação: acesso e aprendizagem equitativa, particularmente para meninas e mulheres, devem estar no centro da agenda pós-2015 para permitir o pleno potencial de todas as pessoas. iii) Educação inclusiva: uma educação inclusiva não apenas responde e se adapta a cada estudante, mas é relevante para a sociedade e para o respeito à cultura. iv) Educação de qualidade: educação de boa qualidade, provisionada por professores treinados e apoiados, é direito de todas as crianças, jovens e adultos, não privilégio de poucos. v) Educação ao longo da vida: toda pessoa, em toda a etapa de sua vida deve ter oportunidades de educação ao longo da vida para adquirir conhecimentos e capacidades de que necessitam para realizar suas aspirações e contribuir com suas sociedades. Diversas organizações e representantes de...

Estado de São Paulo antecipa matrícula para o 2º semestre

Está aberta, neste mês de julho, a matrícula para quem deseja cursar a educação de jovens e adultos no segundo semestre de 2015 no estado de São Paulo. Basta comparecer em uma das 5 mil escola da rede portando documento de identidade e comprovante de residência. Menores de 18 anos, devem estar acompanhados pelos pais ou responsáveis. Estudantes de outra rede de ensino podem se cadastrar no mesmo período. As aulas têm início marcado para o dia 3 de agosto. A rede oferece vagas para o Ensino Fundamental (Anos Iniciais e Finais), Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Para mais detalhes, confira a matéria completa no site da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. E lembre-se! Sua vaga na EJA é um direito. Não pode ser negada....

A EJA deve ser diferente do ensino regular? Por quê? Em que?

Participe do primeiro fórum do novo Portal Viver, Aprender. Nosso objetivo é criar um espaço de diálogo no qual se possa refletir sobre o trabalho do/a professor/a na EJA. Nossa primeira proposta de Fórum quer ouvir a sua opinião sobre as diferenças entre ensinar na EJA e na escola regular. A proposta de criação de um fórum permite responder a questão levantada de forma colaborativa, de modo que cada participante possa expor suas ideias e intervir em momentos diferentes. Sendo assim, é muito importante que você participe dos debates para que possamos desenvolver argumentos e ideias a partir da relação entre o grupo, tendo em vista à leitura crítica da realidade em que vivemos. Clique aqui e participe agora!           (formação de professores realizada em João Pessoa nos dias 15 e 16 de abril de...

Lançado novo edital da Medalha Paulo Freire

A Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Inclusão (SECADI), do Ministério da Educação, lançou novo edital para a próxima edição da Medalha Paulo Freire. As inscrições ocorrerão entre 10 de julho e 15 de agosto por meio do endereço medalhapaulofreire.mec.gov.br. A proposta desta edição é premiar ” às experiências de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos (EJA) que proponham inovação metodológica ou curricular e articulem a continuidade dos estudos, a interface com o mundo do trabalho, dentre outras possibilidades temáticas na perspectiva da educação e aprendizagem ao longo da vida“. Nesse mesmo link também é possível ter acesso à matéria em áudio. Tornar públicas propostas inovadoras na EJA é um bom caminho para se buscar soluções novas, criativas e adequada para os sujeitos da EJA.  Acesse aqui o edital da premiação.  Baixe aqui também o áudio com a campanha de rádio que pode ser disseminada nas redes de ensino....

São Paulo une esforços com a EJA para garantir o direto à educação de travestis e transexuais

Desde janeiro deste ano, 100 travestis e transexuais voltaram às salas de aulas na cidade de São Paulo incentivadas pelo governo municipal. Criado em parceria entre a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania e Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo da Prefeitura de São Paulo e Lançado no Dia Nacional da Visibilidade Trans, o Programa Transcidadania busca retirar travestis e transexuais da situação de vulnerabilidade social a partir de atividades de elevação de escolaridade, qualificação profissional e formação em direitos humanos e democracia. Cada participante tem direito a uma bolsa de estudos mensal de R$824,40 para realizar 30 horas semanais de atividades. Em sua maioria sem o ensino fundamental completo, as travestis e as/os transexuais foram matriculadas/os nas escolas municipais e estaduais de Educação de Jovens e Adultos da cidade para garantir a elevação de escolaridade pelos próximos dois anos. Excluída do ambiente escolar desde muito jovens por processos institucionalizados de discriminação e LGBTfobia, a população de travestis e transexuais tem se visto aleijada de seu direito humano à educação. Neste cenário de exclusão, a EJA emerge, anos depois, como um espaço possível de retomada dos estudos e de transformação de sua situação de vulnerabilidade. Para tanto, abre-se também a necessidade da EJA, em contrapartida, estar preparada para receber essas demandas e se constituir como um espaço de acolhimento às travestis e transexuais. A Ação Educativa, em suas pesquisas e atuação política, tem apontado para a necessidade pensar a EJA a partir das demandas específicas de seus sujeitos potenciais, inclusive ressaltando a modalidade de ensino como espaço de políticas afirmativas para população LGBT. Neste contexto, o Programa...
Carregando...