A alfabetização de adultos no Brasil em marcha-lenta

Em outubro de 2013 foi divulgado o resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Ela indicou um aumento de 0,1% em relação à taxa de analfabetismo no país. Isto não quer dizer necessariamente que o número de analfabetos esteja crescendo, pois se trata de um levantamento amostral e uma alteração tão pequena não pode ser interpretada como um aumento. Pode-se falar em uma tendência de estabilização. Em uma próxima medição será possível afirmar com mais clareza qual é a tendência. De todo modo, a luz amarela foi acesa. Muitas matérias na imprensa destacaram o fato. Coloca-se mais uma vez em debate os motivos para avançarmos tão lentamente na redução do analfabetismo no Brasil.

Existe desde 2003 no país o Programa Brasil Alfabetizado, que já atendeu ais de 13 milhões de brasileiros em 10 anos. No entanto, o recuo do analfabetismo não expressa esse número de atendidos. Eram 16 milhões em 2000, agora são cerca de 13 milhões. Certamente é hora de avaliar e rever uma política para o país que concentra o maior número absoluto de analfabetos na América Latina.

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