9 responses to “O ensino da norma culta x norma popular”

  1. [...] 5) A autora do Livro em questão, Heloisa Cerri Ramos, também se pronuncia. Veja aqui. [...]

  2. É um absurdo pessoas esclarecidas desconsiderarem totalmente o trabalho que a linguística faz para procurar explicar o funcionamento dinâmico da língua. Criticam sem nem prestar atenção no que, de fato, a linguística propõe, que é a adequação da língua às situações e não que a escola deve “ensinar a falar errado”. A distorção das ideias propostas pela linguística para a extinsão do preconceito linguístico acaba gerando comentários absurdos como aqueles vistos nos meios de comunicação.

  3. Vou reproduzir o texto no Blog LINGUAGENS.

  4. [...] – Artigo da professora Heloisa Cerri Ramos, uma das autoras do livro, sobre a polêmica; [...]

  5. Constatar que se fala de forma diferente segundo as variadas situações discursivas é uma coisa. Legitimar, em um livro didático, o chamado “desvio” da norma é outra coisa. É quase uma apologia ao falar relaxado. A língua é um tesouro de uma cultura, qual o mal em falá-la com correção e precisão? Outro apontamento: chamar a norma culta de “norma de prestígio” já é, em si, dar vazão ao preconceito lingüístico.

  6. Livro para adultos não ensina erros

    Posicionamento institucional da Ação Educativa sobre a polêmica envolvendo livro distribuído pelo MEC.
    Uma frase retirada da obra Por uma vida melhor, cuja responsabilidade pedagógica é da Ação Educativa, vem gerando enorme repercussão na mídia. A obra é destinada à Educação de Jovens e Adultos, modalidade que, pela primeira vez neste ano, teve a oportunidade de receber livros do Programa Nacional do Livro Didático. Por meio dele, o Ministério da Educação promove a avaliação de dezenas de obras apresentadas por editoras, submete-as à avaliação de especialistas e depois oferece as aprovadas para que secretarias de educação e professores façam suas escolhas.

    O trecho que gerou tantas polêmicas faz parte do capítulo “Escrever é diferente de falar”. No tópico denominado “concordância entre palavras”, os autores discutem a existência de variedades do português falado que admitem que substantivo e adjetivo não sejam flexionados para concordar com um artigo no plural. Na mesma página, os autores completam a explanação: “na norma culta, o verbo concorda, ao mesmo tempo, em número (singular – plural) e em pessoa (1ª –2ª – 3ª) com o ser envolvido na ação que ele indica”. Afirmam também: “a norma culta existe tanto na linguagem escrita como na oral, ou seja, quando escrevemos um bilhete a um amigo, podemos ser informais, porém, quando escrevemos um requerimento, por exemplo, devemos ser formais, utilizando a norma culta”.

    Fonte: http://www.acaoeducativa.org.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=2604&Itemid=2

  7. Relativização excessiva que não leva a nada, apena a um empobrecimento. É preciso primeiro aprender as regras para, somente depois de muito treino, poder quebrá-las conscientemente a fim de adequá-las a um contexto ou causar algum efeito.
    Ensinar que falar errado “…é claro que pode…” a quem ainda está aprendendo é, no mínimo, uma irresponsabilidade.

  8. [...] O ensino da norma culta x norma popular [...]

  9. [...] Nota dos autores da Coleção Viver, Aprender [...]

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